18 de setembro de 2008

DEUS NÃO É ARQUITETO, URBANISTA E NEM DESIGNER...

Era uma vez uma biblioteca de Arquitetura e Urbanismo linda, loira, de olhos azuis, pisos brilhantes e caramelizados, livros de arte e arquitetura com capas e conteúdos ma-ra-vi-lho-sos, com funcionários chiques e atenciosos enfim, tudo na mais perfeita ordem. Mas, a perfeição atrai a inveja e o mau olhado e como tudo que é bom dura pouco... Tudo começou nos idos do ano 2006 depois de Cristo - que Deus o tenha - quando a Vânia resolveu cuidar da sua vida e nos deixou. Ela sair da biblioteca tudo bem, o problema estava em conseguir alguém, tão eficiente quanto, para ocupar a sua vaga e numa instituição pública como a USP, isto significa uma longa batalha de pedidos, faxes, ofícios telefonemas e reuniões com diretores, reitores e/ou chefes de departamento de pessoal. Foi ainda em 2006 que instâncias superiores resolveram criar um novo curso noturno na FAU, o Design. Só esqueceram que para a biblioteca funcionar a noite precisa contratar mais funcionários e para isto acontecer, deve-se criar mais vagas o que significa uma longa batalha de pedidos, faxes, ofícios telefonemas e reuniões com diretores, reitores e/ou chefes de departamento de pessoal. Por conta deste novo curso, até que conseguimos 3 técnicos para trabalhar 6h/dia sem muito chororô. E a bibliotecária que ocupou a vaga da Vânia teve que cumprir horário noturno para atender às pesquisas noturnas, portanto, o setor antigo da bibliotecária que foi cuidar da própria vida, ficou a ver navios, barcos, pórticos, fotos etc etc e tal. Em setembro de 2007, a diretora da biblioteca foi convidada a assumir um posto mais alto na sua carreira, lógico que prontamente atendeu ao pedido da Reitora, com a promessa de uma vaga, assim de mão beijada, sem precisar de batalhas e faxes, ofícios telefonemas e reuniões com diretores, reitores e/ou chefes de departamento de pessoal. O tempo passou, passou, o verão findou, veio o outono, inverno, outro verão, outono, inverno e agora a beira da primavera de 2008 cadê a vaga? Que vaga? Hein? Anh? Quem falou em vaga? Neste meio tempo, uma outra bibliotecária nos deixou, não por vontade própria. É que recebeu uma chamada de Deus e quem pode com este arquiteto? Em junho deste ano, maldito, diga-se de passagem, a bibliotecária “noturna” nos deixou por outras razões que prefiro não comentar. Vai daí as bibliotecárias que sobraram passaram valer por duas, três até quatro, é que para tudo continuar a funcionar como antes: linda, loira, caramelizada, somos o que éramos e o que as outras, que se foram, eram. Entenderam? Não? Não precisa entender, só que se um dia você esbarrar numa bibliotecária descabelada, stressada, com sapatos trocados, trocando alhos por bugalhos, pode ter certeza que trabalha na FAU. Decididamente DEUS NÃO É ARQUITETO, URBANISTA E NEM DESIGNER... Leticia

16 de setembro de 2008

Frase do dia

Se a vida te der limões, beba groselha (Anônimo)

10 de setembro de 2008

São Paulo tem patrimônio artístico na internet 8/9/2008

Agência FAPESP – O governo do Estado de São Paulo tem um tesouro escondido em secretarias, órgãos, fundações, autarquias e empresas com participação do Estado. São obras de arte, algumas de artistas famosos ou importantes, todas de inestimável valor histórico, que ficam dentro de gabinetes, escolas, saguões de prédios, enfim, espaços normalmente não destinados à visitação pública. Desde o fim de agosto, a população pode ter acesso a parte dessas obras pela internet. O site Catálogo do Patrimônio Artístico do Estado foi lançado com 140 obras, das cerca de 3 mil que compõem o patrimônio estadual e não pertencem a museus ou ao Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do governo paulista. Segundo o governo de São Paulo, o portal continuará sendo alimentado até que todas elas estejam disponíveis na internet. Entre os tesouros que já podem ser vistos estão o óleo sobre tela Retrato de Benedito Calixto, de autoria de Bernardino de Souza Pereira, da segunda metade do século 20, localizado em uma escola no litoral. Outro destaque é O tríptico, pertencente ao Instituto Florestal, de autoria de Hélios Seelinger, outro importante personagem da história da arte brasileira, fundador da Casa dos Artistas e das Sociedades Brasileira de Belas Artes e dos Artistas Nacionais. Diversas obras de Aldemir Martins, na maioria retratando animais de nossa fauna, que se encontram na Fundação Zoológico, também estão presentes. Uma das obras de arte mais antigas encontradas durante a catalogação do patrimônio estadual e já disponível no site é a escultura em madeira Sant'Ana, de artista anônimo, encontrada no Palácio dos Campos Elíseos. "Talvez essa obra nem tenha sido feita por um artista profissional, mas seu valor decorre do fato de ter sido produzida no século 16, quando comumente obras desse tipo eram feitas, por exemplo, para catequizar os índios. Ela tem um valor histórico muito grande", disse Pedro Jacintho Cavalheiro, coordenador do Patrimônio Artístico do Estado (Grupo de Catalogação e Divulgação do Acervo Artístico do Estado), órgão da Casa Civil. Outra importante obra do patrimônio estadual é o painel Tiradentes, de Cândido Portinari, exposto no Memorial da América Latina. O site foi pensado para permitir o acesso da população às obras de arte e como ferramenta para professores, estudantes, pesquisadores e demais interessados em arte. As imagens privilegiam detalhes das obras e, no caso de esculturas, permitem que se veja o objeto por vários ângulos. Além das imagens das obras é possível encontrar informações sobre os artistas que as produziram, o período e o movimento artístico a que pertencem. Pesquisadores, estudantes e professores também têm a possibilidade de solicitar, pelo site, uma visita individual à obra. O agendamento da visita, porém, dependerá da disponibilidade do ocupante do espaço onde a obra fica. Algumas peças estão em local de acesso ao público. "O Metrô, por exemplo, tem muitas obras que podem ser vistas pela população nas estações. Outro espaço que também abriga obras do acervo do governo é o Memorial da América Latina, que tem painéis de Portinari, Poty e Caribé no salão de Atos Tiradentes. Essas obras, que estarão no site em breve, podem ser vistas por quem visita o Memorial", disse Cavalheiro. Ele explica que há muitos anos o governo paulista foi um grande mecenas. Comprou diversas obras de arte, que foram distribuídas em secretarias, órgãos, fundações e autarquias. Aquelas que não ficaram nos palácios (dos Bandeirantes, de Campos do Jordão e do Horto) ou museus, como a Pinacoteca, não foram catalogadas. Cavalheiro lembra que há cerca de dois anos foi iniciada a identificação e catalogação de todo o patrimônio artístico-cultural que não pertence a museus ou ao Acervo Artístico-Cultural dos Palácios. Foi um trabalho árduo, uma vez que o governo de São Paulo tem quase 90 órgãos subordinados às 26 secretarias, além de fundações, autarquias, empresas estatais e as cerca de 6 mil escolas espalhadas por todo o estado. "Foi um verdadeiro garimpo. Tivemos que identificar o que era obra de arte e o que não tinha nenhum valor artístico-cultural, já que não é possível ter uma pessoa especializada em arte em cada órgão do governo", disse Cavalheiro. Mais informações: www.saopaulo.sp.gov.br/patrimonioartistico